¿Cuáles son las webs y apps de Repsol?

Si tienes una cuenta en cualquiera de ellas, tienes una cuenta única de Repsol. Así, podrás acceder a todas con el mismo correo electrónico y contraseña.

Waylet, App de pagos

Repsol Vivit y Ýrea Cliente de Luz y Gas

Pide tu Bombona y Pide tu Gasoleo

Box Repsol

Guía Repsol

Repsol.es y Tienda Online

Ýrea profesional Mi Solred

Partilhar

Os restaurantes que iluminam a Ilha do Farol

Onde comer na ilha do Farol

Os restaurantes que iluminam a Ilha do Farol

Atualizada: 07/09/2026

Texto: Viviana Martins

Fotografia: Thomas van Esvald

Nesta ilha sem carros, de pé descalço, água transparente e ambiente de pequeno bairro, moram dois Soletes e um Restaurante Guia Repsol. A localização privilegiada entre a Ria Formosa e o Atlântico, oferece os produtos do mar mais frescos originando petiscos e tradições que se replicam há já várias gerações. 
Guía Portugal 2026
Descarrega o Guia Repsol
Download

A Ilha do Farol é acessível apenas de barco e é na marina de Faro e Olhão, no Algarve, que partem as carreiras. A viagem de cerca de 40 minutos, é por si só, uma experiência completa e um prefácio ajustado ao que o espera na ilha.

O percurso faz-se na Ria Formosa, entre canais, bancos de areia e pequenas ilhas, num território moldado pelo movimento das marés. À medida que se avança, o horizonte vai-se abrindo para o oceano até aparecer o Farol do Cabo de Santa Maria. Construído em 1852, para orientar os navios que navegavam ao largo desta costa, é um dos faróis mais antigos do país ainda em atividade e o maior símbolo desta ilha.

A arquitectura local e a gastronomia são parte da identidade da ilha
A arquitectura local e a gastronomia são parte da identidade da ilha

O Farol é também a razão pela qual esta paisagem ganhou vida e nome. Na verdade, estamos na Ilha da Culatra, que no início do XX, foi dividida em duas: Culatra e Barreta. Num dos núcleos da Culatra, à sombra da torre e voltada para o mar, nasceu a Ilha do Farol. Primeiro, associada à presença dos faroleiros e, depois, ligada à pesca e ao mergulho. Pouco a pouco, foi surgindo o primeiro restaurante, casas, uma associação, um mini-mercado e um espírito de entreajuda, que permanece nos dias de hoje.

A distância da cidade torna o lugar exótico para quem aqui chega pela primeira vez, já os locais distinguem-se pelo pé descalço no chão quente. O caminho até à praia serpenteia por entre um labirinto de casas pequenas, pátios e terraços cuidados por quem conhece esta ilha há gerações. É uma ilha construída por avós e essa herança ainda hoje perdura — na arquitectura, nos filhos e netos que agora a fazem mexer e, claro, na gastronomia.

Comida tradicional faroleira é no À do João

Por falar em casas, ainda não existiam na ilha, quando, há mais de 50 anos, o senhor Zeca, um faroleiro, começou a servir cafés e alguns petiscos aos trabalhadores que estavam a construir o molhe. Numa barraca de platex, inaugurou, sem o saber, aquele que viria a ser o primeiro restaurante da ilha.

O À do João foi o primeiro restaurante da ilha
O À do João foi o primeiro restaurante da ilha

As raízes simples permanecem na essência do espaço, hoje gerido por Rui Brandão e Magda Serôdio. No À do João (Restaurante Guia Repsol), as toalhas de papel, os pratos redondos brancos e as cadeiras de plástico dão luz ao que realmente interessa: a comida.

Para começar, além das cenouras e azeitonas à algarvia, dentro dos avinagrados, há carapau de escabeche e cavala de vinagrete. O peixe do dia para grelhar e o marisco fresco vêm directamente da lota de Olhão e dos velhos tempos prova-se a massinha rica de peixe, o arroz de lingueirão, o lingueirão à bulhão pato e a açorda de camarão.

O marisco e o peixe fresco vêm da Ria Formosa e da costa algarvia
O marisco e o peixe fresco vêm da Ria Formosa e da costa algarvia

O menu reflecte o melhor da região e, por isso, não poderia faltar o atum, a estrela da casa: atum de tomatada, de cebolada e a barriga de atum grelhada, acompanhada por salada à montanheira e batatas fritas cortadas em palitos e fritas na hora, um clássico que vale qualquer viagem de barco.

A vida é simples no MarAmais

Junto à primeira praia da ilha, encontramos o MarAmais (Solete Guia Repsol), um verdadeiro bar de praia em madeira, pintado de mil cores, onde a vida é levada com leveza, sempre com o mar à vista. Era exatamente assim que Andrea e Carla Martins imaginavam o seu bar de sonho na ilha onde passavam férias com os pais.

Em família, Andrea, Rita e Carla renascem todos os verões o MarAmais
Em família, Andrea, Rita e Carla renascem todos os verões o MarAmais

As memórias felizes e a forte ligação ao Farol levaram estas duas irmãs a acreditar que seria possível criar algo especial. Em 2005, trocaram Lisboa pela ilha e abriram aquele a que os locais carinhosamente chamam “o bar das manas”.

Hoje, é já Rita Aires, filha de Andrea, quem está à frente do projeto. Também esta jovem fisioterapeuta cresceu com o coração dividido entre a capital e o Farol e, por isso, deixar a sua área profissional para dar continuidade a esta história foi “algo natural e um verdadeiro privilégio”.

Sumos naturais e cocktails feitos na hora. O verdadeiro bar de praia
Sumos naturais e cocktails feitos na hora. O verdadeiro bar de praia

A ligação da família à ilha sente-se no cuidado e na criatividade com que o espaço é renovado todos os anos. A cada verão, há um novo MarAmais para descobrir, mas o menu continua pensado para quem, entre mergulhos, procura uma refeição leve: tostas, saladas, sumos naturais e cocktails.

Aos sábados, a tradição mantém-se viva com as festas ao pôr-do-sol, acompanhadas por música ao vivo e DJs, que põem amigos e visitantes a dançar como uma grande família.

Cais Aqui, na chegada e na despedida

A Rita Sancho e o Paulo da Branca são, também eles, faroleiros de coração. O amor pela ilha levou-os a mudar de vida e a abrir este bar junto ao cais.

O Cais Aqui (Solete Guia Repsol) segue o ritmo do dia, tanto na ementa como no ambiente. De manhã, reina a calma dos pequenos-almoços, com iogurtes caseiros, fruta e granola, crepiocas, panquecas, tostas e torradas.

Junto ao cais, um bar-restaurante para todas as horas do dia
Junto ao cais, um bar-restaurante para todas as horas do dia

Depois, chega o almoço e o final do dia, com outro tipo de petiscos. O prego de lombo e o de atum, as gambas e a maionese de camarão estão entre as especialidades, havendo sempre opções vegetarianas e sem glúten.

Uma carta de cocktails especial na hora do sol se pôr.
Uma carta de cocktails especial na hora do sol se pôr

E há o pôr do sol no cais, especial pelas cores e pelo enquadramento, com o mar, a ria e os barcos atracados ali em frente. Para acompanhar a nostalgia da despedida, há cerveja bem fresca, mojitos de maracujá, caipirinhas, sangrias de espumante e de maracujá, além de frozen daiquiris, margaritas e outros cocktails. Brindemos à ilha, que brilha mais do que nunca.